11/01/2018 2018

SC: Agropecuária cooperativista deve crescer 5% em sua receita operacional

Análise do ano pela Organização das Cooperativas é de otimismo

Um ano de retomada do crescimento, ampliação do mercado de trabalho, reinicio dos investimentos e de aumento do nível geral de confiança no mercado. Essa é a previsão do presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc, Florianópolis/SC), Luiz Vicente Suzin, para este ano de 2018.

Qual sua expectativa para este ano? Estamos otimistas. No plano interno, teremos uma boa safra e não deve faltar matéria-prima para a agroindústria. Não haverá aquela escassez acentuada de milho no mercado interno como ocorreu em 2016. Os preços dos grãos devem reagir e o ano será bom para os produtores rurais e, por extensão, para toda a economia brasileira. No plano externo, acreditamos na ampliação das exportações do agronegócio brasileiro. Em resumo, esperamos clima favorável, plano-safra coerente, bons preços e aumento das exportações.

É possível dimensionar o crescimento deste ano? O ramo agropecuário do cooperativismo, que representa mais de 80% do movimento econômico de todas as cooperativas catarinenses, deve crescer cerca de 5% em sua receita operacional bruta total.

O que o cooperativismo, a agricultura e o agronegócio esperam das eleições de 2018? Ano eleitoral pode ser uma oportunidade para se discutir o atual estágio da agricultura e do agronegócio brasileiro e realçar as prioridades para o setor, de modo que façam parte do programa de governo dos candidatos.

O sistema de crédito rural continua essencial para o setor primário, especialmente agora, com a taxa Selic em seu menor nível? Essa será uma das reivindicações das entidades de defesa e representação do setor primário da economia brasileira. Com a redução da Selic para 7%, os juros e demais encargos cobrados nas operações de crédito agrícola tornaram-se relativamente elevados. É preciso rever isso. A estabilização da inflação, associada à lenta retomada do crescimento econômico e à estabilização do câmbio, permitiu à autoridade monetária reduzir o nível da taxa básica da economia (Selic). Evidente que isso deve contribuir para a redução das taxas de juros aplicadas sobre o crédito rural no próximo Plano Agrícola e Pecuário.

luiz vicente suzin - ocesc - divulgacao

Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de SC, Luiz Vicente Suzin, acredita em ano de retomada (Foto: divulgação)

As mulheres estão tendo uma participação cada vez mais intensa nas cooperativas? Embora seja um ambiente majoritariamente masculino, as mulheres estão conquistando espaço, voz, voto e cargos de comando. Entre os 2,1 milhões de associados, cerca de 800 mil são mulheres. A verdade é que as cooperativas estão, realmente, abrindo espaços para elas. Em Santa Catarina e no Brasil as mulheres já estão presidindo cooperativas e conduzindo-as ao caminho do desenvolvimento com a tranqüilidade de quem sabe que o sucesso advém da perseverança, da competência, do trabalho, da capacidade de aprender e da habilidade de adaptar-se às mudanças. Estou convencido de que a conquista de espaço nas organizações cooperativistas representa evolução da qualidade de vida social para as mulheres.

Qual a contribuição do cooperativismo catarinense para que SC superasse a crise econômica brasileira? O cooperativismo catarinense tem crescido acima da média, especialmente com relação ao aumento das operações e à expansão do número de associados. Teve elevação de 15% no ano passado. As cooperativas ignoraram a recessão de 2015 e 2016 e continuaram crescendo, com foco no mercado e aperfeiçoamento constante da gestão. As 265 cooperativas catarinenses reúnem mais de 2 milhões de associados, mantêm 58 mil empregos diretos e faturam mais de R$ 31,5 bilhões de reais por ano.

Fonte: A.I., adaptado pela equipe feed&food.