09/02/2018 SAÚDE ANIMAL

Aminoácido presente em humanos pode substituir antibióticos para suínos

Após proibição de alguns compostos na alimentação, descoberta pode ser alternativa

Um aminoácido produzido naturalmente em seres humanos, suínos e outras espécies é promissor como uma alternativa aos antibióticos e aos promotores de crescimento para os leitões. A descoberta foi feita pelos cientistas do Serviço de Pesquisa Agrícola (ARS, EUA). Esta informação chega em um momento oportuno à diretriz de alimentação veterinária de 2017 que proíbe o uso de antibióticos em dietas de suínos que tenham o intuito de promover o crescimento.

Antes da proibição, os produtores usavam certos antibióticos dietéticos para melhorar a produtividade dos animais após eventos estressantes, como desmame e transporte, de acordo com cientista animal da ARS Livestock Behavior Research Unit (West Lafayette/Indiana/EUA), Jay Johnson. Ele e seus colegas investigaram a L-glutamina como remédio natural para melhorar a saúde intestinal dos suínos submetidos ao estresse.

Alguns consumidores tomam L-glutamina e a forma sintética da glutamina, como suplemento para combater os efeitos colaterais de tratamentos médicos, fortalecer o sistema imunológico, prevenir infecções e melhorar a saúde digestiva. Os suplementos que melhoram a saúde, a absorção de nutrientes ou a microflora intestinal podem ajudar a remediar esses efeitos e melhorar o bem-estar do animal, de acordo com Johnson.

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Nos suínos, o estresse pode reduzir a função imune e deixar os animais mais suscetíveis à doenças (Foto: reprodução) 

Em um estudo publicado no Journal of Animal Science em 2017, Johnson e sua equipe desmamaram e transportaram leitões e depois os alimentaram com uma dieta de alimentação seca, formulada de uma das três maneiras a seguir: misturado com antibióticos dietéticos, misturado com L-glutamina, e misturado sem suplementos.

Os suínos na dieta L-glutamina apresentaram melhor crescimento e saúde intestinal do que os leitões nos outros grupos. Os que estavam na dieta a base do aminoácido comeram mais 60% de alimento do que aqueles nos outros grupos. Os que não receberam antibióticos dietéticos, nem o suplemento, apresentaram aumento do dano intestinal, redução do crescimento e comportamentos aumentados associados à doença em comparação com os animais com antibióticos ou L-glutamina. A empresa apresentou um pedido de patente para essa tecnologia.

Fonte: A.I, adaptado pela equipe feed&food.