No primeiro semestre, apesar do preço competitivo do milho, os produtores voltaram a fazer uso da tecnologia nutricional (pré-misturas de vitaminas e outros aditivos, núcleos e suplementos). De acordo com o vice-presidente executivo do Sindirações, Ariovaldo Zani, esse crescimento deve ser observado com cautela, pois significa a recuperação do consumo que sofreu forte queda em 2009 em decorrência da grave crise financeira internacional.
Avicultura de corte - A avicultura de corte fechou o semestre com produção de 14 milhões de toneladas, com o preço do milho, influenciando positivamente a produção para que a oferta doméstica chegue a 41 kg/habitante/ano. Já a receita da exportação de frango foi 15% maior do que a verificada no primeiro semestre de 2009.
Avicultura de postura - A produção de ração para poedeiras foi de 2,5 milhões de toneladas no semestre, crescimento na ordem de 4% em relação ao mesmo período de 2009.
Bovinocultura de corte - O setor de alimentação animal para bovinos de corte conseguiu amenizar em parte as perdas acumuladas no mesmo período, com produção de 1,2 milhões de toneladas. A oferta de boi gordo fez valorizar a arroba em 10%.
Bovinocultura de leite - A produção de ração para bovinocultura leiteira também compensou um pouco das perdas acumuladas, registrando um volume de 2,4 milhões de toneladas, sendo que os primeiros quatro meses do ano foram caracterizados pelo alta do preço do leite.
Suinocultura - As exportações de carne suína no primiero semestre apresentou aumento de 13%, com atividade demandando 7,6 milhões de toneladas de ração, com um avanço de 2% em relação ao apurado no mesmo período de 2009.
Peixes e camarões - A demanda por ração para peixes alcançou quase 180 mil toneladas com crescimento de 15% durante o primeiro semestre de 2010. Já a carcinicultura consumiu 44 mil toneladas de rações, um avanço de mais de 4% em relação ao primeiro semestre do ano passado. O consumo de pescados do brasileiro alcança 7 kg/capita e a aqüicultura já representa quase 50% da produção de mais de 1,2 milhões de toneladas de peixes, crustáceos, moluscos e outros organismos aquáticos.
Fonte: Assessoria, adaptado pela equipe feed&food