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Exportação de miúdos alcança crescimento importante
 
segunda, 8 de fevereiro de 2010 16:27 BRT
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Exportação de miúdo bovino cresceu quase 30%

 Acrimat faz pressão para que as indústrias frigoríficas remunerem o pecuarista com a comercialização dos subprodutos bovinos


O mercado chinês representa uma fatia bem pequena nas exportações de carne de Mato Grosso. Apesar de um crescimento de 125% de 2008 para 2009, o salto na compra de carne mato-grossense passou de 4% para 9% do volume total de carne exportado, segundo dados da Secex e Banco Central. Quando as contas são feitas para as exportações de miúdos, a China é campeã. Do total exportado em 2009, 77,0% foram para o mercado Chinês, contra uma 59,7% no ano de 2008, um crescimento de 16,7%. “Nossa expectativa é grande para mudar esses números para a carne, pois com a venda de miúdos, o produtor não tem uma participação direta. São mais de 1,3 bilhão de habitantes nesse mercado, e acreditamos que 2010 essa realidade vai mudar”, analisou o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari.

As Exportações totais de miúdos de Mato Grosso entre 2008 e 2009 registraram crescimento de 29,2%, aumento de US$ 6,6 milhões no valor arrecadado, segundo informações do Imea, Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária. Esse crescimento se deu em razão do aumento nos embarques chineses que cresceram no ano passado 47,8%. Enquanto para outros países houve uma retração no valor exportado de 17,0%. Apesar da queda verificada,  registrou-se um aumento nas exportações,  puxada  pela  China,  maior  importadora  da nossa produção. “Apesar de substanciais, o mercado Chinês ainda não está totalmente aberto, sendo que exportamos apenas para o território de Hong Kong”, lembrou o gestor do Imea, Otávio Celidório.

 Com a aceitação de Mato Grosso como Estado livre da febre aftosa por parte da China, além de outros 12 estados brasileiros, a probabilidade é de que esses os números das exportações de carne aumentem. “Temos que fazer um grande trabalho para sairmos do miúdo e exportamos mais carne. Mas enquanto essa realidade não muda, temos que mudar  a forma de remunerar o pecuarista, que não recebe nada pelo fornecimento de subprodutos bovinos. As industrias frigoríficas precisam enxergar o produtor como parceiros, para que tenhamos uma cadeira do setor mais consolidada”, comentou Vacari.


Fonte: Acrimat

 

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